cultura d' Antas
Pontos Culturais em Esposende

A) Igreja Misericórdia
(caminho de Santiago)
A igreja da Misericórdia atual, data de 1893, conforme uma inscrição existente no seu interior.
No interior da Igreja da Misericórdia está construída a Capela do Senhor dos Mareantes, classificada como Monumento Nacional devido a uma iconografia riquíssima.
É passagem do caminho português da costa a Santiago de Compostela, onde é possível, junto à imagem de Santiago, carimbarem a sua credencial de peregrino.

(C) Biblioteca Municipal de Esposende
A Biblioteca Municipal é um espaço de cultura e lazer, onde podem ser encontrados fundos documentais que abrangem vários géneros literários, musicais e cinematográficos, bem como coleções de publicações periódicas, como jornais diários, semanários, revistas e publicações especializadas. Também podemos encontrar documentos sobre a história, a economia, a política, a cultura, a geografia e os autores do concelho de Esposende.
Em 25 de Junho de 1992 foi inaugurada a nova Biblioteca Municipal, projeto de recuperação da antiga Casa do Arco e edifícios anexos. A escolha da Casa do Arco deveu-se a razões históricas, pois no edifício funcionou a antiga e prestigiada Tipografia Esposendense e mais tarde o Colégio Infante de Sagres.
Em 17 de Outubro de 1996, por deliberação da Câmara Municipal de Esposende, o escritor Manuel de Boaventura foi designado patrono da Biblioteca, passando a partir de então a designar-se de Biblioteca Municipal Manuel de Boaventura.

B) Estátua de António Correia de Oliveira
A estátua na Praça do Município foi inaugurada aquando das homenagens nacionais ao poeta António Correia de Oliveira no ano de 1955.
António Correia de Oliveira foi um poeta português nascido em 30 de Julho de 1878 em São Pedro do Sul, tendo falecido no dia 20 de Fevereiro de 1960 na sua residência, a “Casa de Belinho”, em Antas.
Publicou as suas obras durante mais de seis décadas, sendo nomeado para o Prémio Nobel da Literatura pela primeira vez em 1933 por vinte membros da Academia Real das Ciências. Foi o recordista nacional com um total de quinze nomeações.
Em 1934 foi feito Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada e em 1955 foi feito Grande-Oficial da Ordem da Instrução Pública.
Jaz na capela da Srª do Rosário, junto à Casa de Belinho na encosta do monte da Cividade, capela privada e panteão da sua família.

(D) Manuel de Boaventura
Manuel Joaquim de Boaventura nasceu a 15 de Agosto de 1885 em Vila Chã, Esposende, foi professor, escritor e jornalista.
Era filho de Albino Augusto Dias de Boaventura, um abastado professor primário, e de Balbina Gonçalves do Vale.
Formou-se professor primário no ano de 1903 em Leiria.
Aos vinte anos, foi colocado na freguesia de Palmeira de Faro. Este regresso ao Minho motivou sem dúvida as suas pesquisas e proporcionou a recolha de inúmeras lendas e tradições da sua terra natal.
É também por esta altura que começa a colaborar com o semanário local “O Esposendense”, com a rubrica “Velharias de uma Aldeia” (1905-06). Editado semanalmente em forma de folhetim, desde cedo suscitou bastante interesse na comunidade.
Este sucesso levou a que Silva Vieira, à data diretor do jornal, resolvesse publicá-los em volume (1909), dando assim origem ao primeiro livro de Manuel de Boaventura – “O Solar dos Vermelhos”, uma história de amor passada no século XVIII. Com 332 páginas de prosa, o romance esgotou em menos de um ano.
O seu interesse pelos inúmeros termos usados pelas gentes do Minho, não registados nos tradicionais dicionários, ganha novo impulso e por volta de 1916, depois de uma exaustiva recolha, publica o primeiro volume do “Vocabulário Minhoto”, com 1340 étimos. O segundo volume do “Vocabulário Minhoto” viria a sair em 1922, contendo mais 1364 vocábulos.
A partir da década de cinquenta, Manuel de Boaventura reforça a sua atividade literária e edita um vasto número de livros, que poderemos constatar num dos pontos do trilho.
Faleceu em 25 de Abril de 1973 num trágico acidente de viação, no cruzamento junto à Capela da Senhora da Saúde, em Esposende.